Soneto 12 Eu e Outras Poesias · Capítulo 159 de 208
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Soneto 12

Adeus, adeus, adeus! E suspirando

Saí deixando morta a minha amada,

Vinha o luar iluminando a estrada

E eu vinha pela estrada soluçando.

Perto um ribeiro claro murmurando

Muito baixinho como quem chorava,

Parecia o ribeiro estar chorando

As lágrimas que eu triste gotejava.

Súbito ecoou o sino o som profundo!

Adeus! -- eu disse. para mim no mundo

Tudo acabou-se, apenas restam mágoas.

Mas no mistério astral da noite bela

Pareceu-me inda ouvir o nome dela

No marulhar monótono das águas!

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