O Último Número Eu e Outras Poesias · Capítulo 102 de 208
Obra Menu

O Último Número

Hora da minha morte. Hirta, ao meu lado,

A Idéia estertorava-se... No fundo

Do meu entendimento moribundo

Jazia o Último Número cansado.

Era de vê-lo, imóvel, resignado,

Tragicamente de si mesmo oriundo,

Fora da sucessão, estranho ao mundo,

Com o reflexo fúnebre do Incriado:

Bradei: -- Que fazes ainda no meu crânio?

E o Último Número, atro e subterrâneo,

Parecia dizer-me: “É tarde, amigo!

Pois que a minha antogênica Grandeza

Nunca vibrou em tua língua presa,

Não te abandono mais! Morro contigo!”

1/1
Menu

Fazer anotação