O Negro Eu e Outras Poesias · Capítulo 130 de 208
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O Negro

Oh! Negro, oh! Filho da Hotentóia ufana

Teus braços brônzeos como dois escudos,

São dois colossos, dois gigantes mudos,

Representando a integridade humana!

Nesses braços de força soberana

Gloriosamente à luz do sol desnudos

Ao bruto encontro dos ferrões agudos

Gemeu por muito tempo a alma africana!

No colorido dos teus brônzeos braços,

Fulge o fogo mordente dos mormaços

E a chama fulge do solar brasido...

E eu cuido ver os múltiplos produtos

Da Terra -- as flores e os metais e os frutos

Simbolizados nesse colorido!

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