Soneto 7
Aurora morta, foge! Eu busco a virgem loura
Que fugiu-me do peito ao teu clarão de morte
E Ela era a minha estrela, o meu único Norte,
O grande Sol de afeto -- o Sol que as almas doura!
Fugiu... E em si levou a Luz consoladora
Do amor -- esse clarão eterno d’alma forte --
Astro da minha Paz, Sírius da minha Sorte
E da Noite da vida a Vênus redentora.
Agora, oh! minha Mágoa, agita as tuas asas,
Vem! Rasga deste peito as nebulosas gazas
E, num pálio auroral de Luz deslumbradora,
Ascende à Claridade. Adeus oh! Dia escuro,
Dia do meu Passado! Irrompe, meu Futuro;
Aurora morta, foge -- eu busco a virgem loura!