Soneto 7 Eu e Outras Poesias · Capítulo 117 de 208
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Soneto 7

Aurora morta, foge! Eu busco a virgem loura

Que fugiu-me do peito ao teu clarão de morte

E Ela era a minha estrela, o meu único Norte,

O grande Sol de afeto -- o Sol que as almas doura!

Fugiu... E em si levou a Luz consoladora

Do amor -- esse clarão eterno d’alma forte --

Astro da minha Paz, Sírius da minha Sorte

E da Noite da vida a Vênus redentora.

Agora, oh! minha Mágoa, agita as tuas asas,

Vem! Rasga deste peito as nebulosas gazas

E, num pálio auroral de Luz deslumbradora,

Ascende à Claridade. Adeus oh! Dia escuro,

Dia do meu Passado! Irrompe, meu Futuro;

Aurora morta, foge -- eu busco a virgem loura!

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