Soneto 21 Eu e Outras Poesias · Capítulo 196 de 208
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Soneto 21

Para que nesta vida o espírito esfalfaste

Em vãs meditações, homem meditabundo?!

Escalpelaste todo o cadáver do mundo

E, por fim, nada achaste... e, por fim, nada achaste!

A loucura destruiu tudo que arquitetaste

E a Alemanha tremeu ao teu gemido fundo!...

De que te serviu, pois, estudares, profundo,

O homem e a lesma e a rocha e a pedra e o carvalho e a haste?!

Pois, para penetrar o mistério das lousas,

Foi-te mister sondar a substância das cousas

Construíste de ilusões um mundo diferente,

Desconheceste Deus no vidro do astrolábio

E quando a ciência vã te proclamava sábio

A tua construção quebrou-se de repente!

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