A Morte De Vênus Eu e Outras Poesias · Capítulo 187 de 208
Obra Menu

A Morte De Vênus

Velhos berilos, pálidas cortinas,

Morno frouxel de nardos recendendo

Velam-lhe o sono, ... e Vênus vai morrendo

No berço azul das névoas matutinas!

Halos de luz de brancas musselinas

Vão-lhe do corpo virginal descendo

-- Abelha irial que foi adormecendo

Sobre um coxim de pérolas divinas.

E quando o Sol lhe beija a espádua nua,

Cai-lhe da carne o resplendor da Lua

No reverbero dos deslumbramentos...

Enquanto no ar há sândalos, há flores

E haustos de morte -- os últimos cangores

Da música chorosa dos mementos!

1/1
Menu

Fazer anotação