Solilóquio De Um Visionário Eu e Outras Poesias · Capítulo 21 de 208
Obra Menu

Solilóquio De Um Visionário

Para desvirginar o labirinto

Do velho e metafísico Mistério,

Comi meus olhos crus no cemitério,

Numa antropofagia de faminto!

A digestão desse manjar funéreo

Tornado sangue transformou-me o instinto

De humanas impressões visuais que eu sinto

Nas divinas visões do íncola etéreo!

Vestido de hidrogênio incandescente,

Vaguei um século, improficuamente,

Pelas monotonias siderais...

subi talvez às máximas alturas,

Mas, se hoje volto assim, com a alma às escuras,

É necessário que ainda eu suba mais!

1/1
Menu

Fazer anotação