Vox Victimae Eu e Outras Poesias · Capítulo 101 de 208
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Vox Victimae

Morto! Consciência quieta haja o assassino

Que me acabou, dando-me ao corpo vão

Esta volúpia de ficar no chão

Fruindo na tabidez sabor divino!

Espiando o meu cadáver ressupino,

No mar da humana proliferação,

Outras cabe;as aparecerão

Para compartilhar do meu destino!

Na festa genetlíaca do Nada,

Abraço-me com a terra atormentada

Em contubérnio convulsionador...

E ai! Como é boa esta volúpia obscura

Que une os ossos cansados da criatura

Ao corpo ubiqüitário do Criador!

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