O Canto Da Coruja Eu e Outras Poesias · Capítulo 198 de 208
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O Canto Da Coruja

A coruja cantara-lhe na porta

Sinistramente a noite inteira! Indício

Mais certo não havia! -- Era o suplício!...

Daí a pouco, ela seria morta.

Saiu. O Sol ardia. A estrada torta

Lembrava a antiga ponte de Sublício...

Havia pelo chão um desperdício

De folhas que a áurea xantofila corta.

Nisto, ouve o canto aziago da coruja!

-- Quer fugir, e não vê por onde fuja.

Implora a Deus como a um fetihe vago...

-- Se ao menos voasse! -- E o horror começa! Rasga

As vestes; uma convulsão a engasga

E morre ouvindo o mesmo canto aziago!

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