Dolências 2 Eu e Outras Poesias · Capítulo 200 de 208
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Dolências 2

Eu fui cadáver antes de viver!

Meu corpo, assim como o de Jesus Cristo,

Sofreu o que olhos de homem não têm visto

E olhos de fera não puderam ver!

Acostumei-me, assim, pois, a sofrer

E acostumado a assim sofrer existo...

Existo! -- E apesar disto, apesar disto

Inda cadáver hei também de ser!

Quando eu morrer de novo, amigos, quando

Eu, de saudades me despedaçando

De novo, triste e sem cantar, morrer,

Nada se altere em sua marcha infinda

-- O tamarindo reverdeça ainda,

A lua continue sempre a nascer!

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