No Claustro Eu e Outras Poesias · Capítulo 147 de 208
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No Claustro

Pelas do claustro salas silenciosas,

De lutulentas, úmidas arcadas,

Na vastidão silente das caladas

Abóbadas sombrias tenebrosas,

Vagueiam tristemente desfiladas

De freiras e de monjas tristurosas,

Que guardam cinzas de ilusões passadas,

Que guardam pet’las de funéreas rosas.

E à noute quando rezam na clausura,

No sigilo das rezas misteriosas,

Nem a sombra mais leve de ventura!

Só as arcadas ogivais desnudas,

E as mesmas monjas sempre tristurosas,

E as mesmas portas impassíveis, mudas!

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