Soneto 3 Eu e Outras Poesias · Capítulo 107 de 208
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Soneto 3

N’augusta solidão dos cemitérios,

Resvalando nas sombras dos ciprestes,

Passam meus sonhos sepultados nestes

Brancos sepulcros, pálidos, funéreos.

São minhas crenças divinais, ardentes

-- Alvos fantasmas pelos merencórios

Túmulos tristes, soturnais, silentes,

Hoje rolando nos umbrais marmóreos,

Quando da vida, no eternal soluço,

Eu choro e gemo e triste me debruço

Na laje fria dos meus sonhos pulcros,

Desliza então a lúgubre cooorte.

E rompe a orquestra sepulcral da morte,

Quebrando a paz suprema dos sepulcros.

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