Ecos D’Alma Eu e Outras Poesias · Capítulo 154 de 208
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Ecos D’Alma

Oh! madrugada de ilusões, santíssima,

Sombra perdida lá do meu Passado,

Vinde entornar a clâmide puríssima

Da luz que fulge no ideal sagrado!

Longe das tristes noutes tumulares

Quem me dera viver entre quimeras,

Por entre o resplandor das Primaveras

Oh! madrugada azul dos meus sonhares.

Mas quando vibrar a última balada

Da tarde e se calar a passarada

Na bruma sepulcral que o céu embaça

Quem me dera morrer então risonho

Fitando a nebulosa do meu sonho

E a Via-Láctea da Ilusão que passa!

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