Noturno 2 Eu e Outras Poesias · Capítulo 178 de 208
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Noturno 2

Para o vale noital da eterna gaza

Rolou o Sol -- imenso moribundo --

E a noute veio na negrura d’asa,

Santificada pela Dor do Mundo!

U’a luz, entanto, no negror me abrasa,

E um canto vai morrer no vale fundo...

Que luz é esta que das brumas vasa,

Que canto é este, virginal, profundo?!

Rumores santos... e no santo arpejo,

Somente tristes os teus olhos veho,

Para o Infinito e para o Céu voltados!

Cantas, e é noute de fatais abrolhos...

Choras, e no meu peito estes teus olhos

Como que cravam dois punhais gelados!

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