Soneto 19 Eu e Outras Poesias · Capítulo 190 de 208
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Soneto 19

E ele morreu. Ele que foi um forte

Que nunca se quebrou pelo Desgosto

Morreu... mas não deixou na ara do rosto

Um só vestígio que acusasse a Morte!

O anatomista que investiga a sorte

Das vidas que se abismam no Sol-posto

Ficaria admirado do seu rosto

Vendo-o tão belo, tão sereno e forte!

Quando meu Pai deixou o lar amigo

Um sabiá da casa muito antigo,

Que há muito tempo não cantava lá,

Diluiu o silêncio em litanias...

E hoje, poetas, já faz sete dias

Que eu ouço o canto desse sabiá!

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