À Mesa Eu e Outras Poesias · Capítulo 88 de 208
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À Mesa

Cedo à sofreguidão do estômago. É a hora

De comer. Coisa hedionda! Corro. E agora,

Antegozando a ensangüentada presa,

Rodeado pelas moscas repugnantes

Eis-me sentado à mesa!

Como porções de carne morta... Ai! Como

Os que, como eu, têm carne, com este assomo

Que a espécie humana em comer carne tem!...

Como! E pois que a Razão não me reprime,

Possa a terra vingar-se do meu crime

Comendo-me também.

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