Tempos Idos Eu e Outras Poesias · Capítulo 157 de 208
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Tempos Idos

Não enterres, coveiro, o meu Passado,

Tem pena dessas cinzas que ficaram;

Eu vivo d’essas crenças qe passaram,

E quero sempre tê-las ao meu lado!

Não, não quero o meu sonho sepultado

No cemitério da Desilusão,

Que não se enterra assim sem compaixão

Os escombros benditos do Passado!

Ai! não me arranques d’alma este conforto!

-- Quero abraçar o meu Passado morto

-- Dizer adeus aos sonhos meus perdidos!

Deixa ao menos que eu suba à Eternidade

Velado pelo círio da Saudade,

Ao dobre funeral dos tempos idos!

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