Soneto 5 Marília de Dirceu · Capítulo 86 de 96
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Soneto 5

Ao templo do Destino fui levado:

Sobre o altar num cofre se firmava,

Em cujo seio cada qual buscava,

Tremendo, anúncio do futuro estado.

Tiro um papel e li-o - céu sagrado,

Com quanta causa o coração pulsava!

Este duro decreto escrito estava

Com negra tinta pela mão do fado:

Adore Polidoro a bela Ormia,

sem dela conseguir a recompensa,

nem quebrar-lhe os grilhões a tirania.

Dar mãos Amor mo arranca, e sem detença,

Três vezes o levando à boca ímpia,

Jurou cumprir à risca a tal sentença.

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