1 Reis 10 A Bíblia Sagrada · Capítulo 301 de 1162
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1 Reis 10

A rainha de Sabá ouviu a fama de Salomão por causa do nome do Senhor e veio prová-lo com perguntas difíceis.

Chegou a Jerusalém com grande comitiva, camelos carregados de especiarias, muitíssimo ouro e pedras preciosas. Veio a Salomão e falou com ele sobre tudo o que trazia no coração.

Salomão lhe respondeu todas as perguntas. Nada ficou oculto ao rei que ele não pudesse explicar.

Quando a rainha de Sabá viu toda a sabedoria de Salomão, a casa que ele havia edificado,

a comida da sua mesa, o assentar dos seus servos, o serviço dos seus oficiais, as vestes deles, seus copeiros e a subida pela qual ele ia à casa do Senhor, perdeu o ânimo.

Então disse ao rei: Era verdadeira a palavra que ouvi na minha terra a respeito dos teus feitos e da tua sabedoria.

Eu não acreditei nas palavras até que vim e meus olhos viram. Eis que não me contaram nem a metade; em sabedoria e prosperidade, superas a fama que ouvi.

Felizes são os teus homens, felizes estes teus servos, que estão sempre diante de ti e ouvem a tua sabedoria.

Bendito seja o Senhor, teu Deus, que se agradou de ti para te pôr no trono de Israel. Porque o Senhor ama Israel para sempre, te constituiu rei, para fazeres direito e justiça.

Ela deu ao rei cento e vinte talentos de ouro, enorme quantidade de especiarias e pedras preciosas. Nunca mais chegou tamanha abundância de especiarias como a que a rainha de Sabá deu ao rei Salomão.

Também a frota de Hirão, que trazia ouro de Ofir, trouxe de Ofir grande quantidade de madeira de almugue e pedras preciosas.

Com a madeira de almugue, o rei fez balaustradas para a casa do Senhor e para a casa do rei, e também harpas e alaúdes para os cantores. Nunca mais veio nem se viu madeira de almugue semelhante até hoje.

O rei Salomão deu à rainha de Sabá tudo o que ela desejou e pediu, além do que lhe deu segundo a generosidade real. Então ela se voltou e foi para a sua terra, ela e seus servos.

O peso do ouro que vinha a Salomão a cada ano era de seiscentos e sessenta e seis talentos de ouro,

além do que vinha dos negociantes, do comércio dos mercadores, de todos os reis da Arábia e dos governadores da terra.

O rei Salomão fez duzentos escudos grandes de ouro batido. Seiscentos siclos de ouro foram usados em cada escudo.

Fez também trezentos escudos menores de ouro batido. Três minas de ouro foram usadas em cada escudo. O rei os pôs na Casa do Bosque do Líbano.

O rei fez ainda um grande trono de marfim e o revestiu de ouro puro.

O trono tinha seis degraus, e a parte de trás do trono era arredondada por cima. Havia braços de ambos os lados do assento, e dois leões ficavam junto aos braços.

Doze leões estavam ali, sobre os seis degraus, um de cada lado. Nunca se fez obra semelhante em reino algum.

Todos os vasos de beber do rei Salomão eram de ouro, e todos os utensílios da Casa do Bosque do Líbano eram de ouro puro. A prata não era considerada de valor nos dias de Salomão.

O rei tinha no mar uma frota de Társis, junto com a frota de Hirão. De três em três anos, a frota de Társis vinha trazendo ouro, prata, marfim, macacos e pavões.

Assim o rei Salomão superou todos os reis da terra em riqueza e sabedoria.

Toda a terra procurava a presença de Salomão, para ouvir a sabedoria que Deus havia posto em seu coração.

Cada um trazia o seu presente: utensílios de prata, utensílios de ouro, vestes, armas, especiarias, cavalos e mulas, ano após ano.

Salomão ajuntou carros e cavaleiros. Tinha mil e quatrocentos carros e doze mil cavaleiros, que colocou nas cidades dos carros e junto do rei, em Jerusalém.

O rei fez que a prata fosse em Jerusalém tão comum como pedras, e os cedros tão numerosos como os sicômoros que há nas campinas.

Os cavalos de Salomão vinham do Egito e de Coa; os mercadores do rei os recebiam de Coa por certo preço.

Um carro subia e saía do Egito por seiscentos siclos de prata, e um cavalo por cento e cinquenta. Assim, por meio deles, eram exportados para todos os reis dos heteus e para os reis da Síria.

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