Hebreus 9 A Bíblia Sagrada · Capítulo 1115 de 1162
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Hebreus 9

A primeira aliança também tinha normas de culto e um santuário terreno.

Foi preparada uma primeira tenda, onde ficavam o candelabro, a mesa e os pães da presença. Essa parte se chama Santo Lugar.

Atrás do segundo véu ficava a tenda chamada Santo dos Santos.

Ali havia o altar de ouro do incenso e a arca da aliança, toda revestida de ouro. Dentro dela estavam o vaso de ouro com o maná, a vara de Arão que floresceu e as tábuas da aliança.

Sobre a arca estavam os querubins da glória, fazendo sombra sobre o lugar da expiação. Mas agora não é possível falar dessas coisas em detalhe.

Com tudo assim preparado, os sacerdotes entram continuamente na primeira tenda para realizar os serviços sagrados.

Na segunda, porém, só o sumo sacerdote entra, uma vez por ano, e não sem sangue, que oferece por si mesmo e pelos pecados que o povo cometeu por ignorância.

Com isso, o Espírito Santo mostra que o caminho para o Santo dos Santos ainda não estava aberto enquanto a primeira tenda permanecia de pé.

Isso é uma parábola para o tempo presente. Nela são oferecidos dons e sacrifícios que não podem aperfeiçoar a consciência de quem presta culto.

Tratam apenas de alimentos, bebidas e várias lavagens, normas exteriores impostas até o tempo da reforma.

Mas Cristo veio como sumo sacerdote dos bens já realizados. Passou pela tenda maior e mais perfeita, não feita por mãos humanas, isto é, não pertencente a esta criação.

Entrou uma vez por todas no Santo dos Santos, não com sangue de bodes e bezerros, mas com o seu próprio sangue, obtendo redenção eterna.

Pois, se o sangue de bodes e touros, e as cinzas de novilha aspergidas sobre os impuros, santificam para a pureza exterior,

quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno ofereceu a si mesmo sem mancha a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo.

Por isso, ele é mediador de nova aliança, para que, intervindo uma morte para remissão das transgressões cometidas sob a primeira aliança, os chamados recebam a promessa da herança eterna.

Onde há testamento, é necessário que se prove a morte de quem o fez.

O testamento só tem força depois da morte, pois nunca vale enquanto vive quem o fez.

Por isso, nem a primeira aliança foi inaugurada sem sangue.

Depois de Moisés anunciar a todo o povo cada mandamento segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã vermelha e hissopo, e aspergiu o próprio livro e todo o povo.

Ele disse: este é o sangue da aliança que Deus ordenou para vocês.

Do mesmo modo, aspergiu com sangue a tenda e todos os utensílios do serviço sagrado.

Segundo a lei, quase tudo é purificado com sangue, e sem derramamento de sangue não há perdão.

Era necessário, portanto, que as figuras das coisas celestiais fossem purificadas desse modo, mas as próprias coisas celestiais exigem sacrifícios superiores a esses.

Pois Cristo não entrou em santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro, mas no próprio céu, para agora comparecer por nós diante de Deus.

Ele não entrou para oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote entra todos os anos no Santo dos Santos com sangue alheio.

Se assim fosse, Cristo teria de sofrer muitas vezes desde a fundação do mundo. Agora, porém, ele se manifestou uma vez por todas, no fim dos tempos, para remover o pecado pelo sacrifício de si mesmo.

Assim como está ordenado que as pessoas morram uma só vez, e depois disso vem o juízo,

também Cristo, tendo sido oferecido uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem relação com o pecado, para salvar os que o aguardam.

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