Tiago 1 A Bíblia Sagrada · Capítulo 1120 de 1162
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Tiago 1

Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos espalhadas entre as nações: saudações.

Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria quando passarem por várias provações,

pois vocês sabem que a prova da fé produz perseverança.

E a perseverança deve completar sua obra, para que vocês sejam maduros e íntegros, sem faltar em coisa alguma.

Se algum de vocês necessita de sabedoria, peça a Deus, que dá generosamente a todos e não censura; e lhe será dada.

Peça, porém, com fé, sem duvidar, pois quem duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento.

Essa pessoa não pense que receberá alguma coisa do Senhor.

É alguém dividido interiormente e instável em todos os seus caminhos.

O irmão de condição humilde glorie-se em sua exaltação,

e o rico, em sua humilhação, porque passará como a flor do campo.

O sol nasce com calor ardente, seca a planta, a flor cai e a beleza desaparece. Assim também o rico murchará no meio de seus caminhos.

Feliz é quem persevera na provação, porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam.

Ninguém, ao ser tentado, diga: sou tentado por Deus. Pois Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta.

Cada pessoa é tentada quando é atraída e seduzida pelo próprio desejo.

Então o desejo, depois de concebido, gera pecado; e o pecado, quando amadurece, gera morte.

Não se enganem, meus amados irmãos.

Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.

Por sua própria vontade ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primeiros frutos de suas criaturas.

Saibam isto, meus amados irmãos: cada pessoa seja pronta para ouvir, lenta para falar e lenta para se irar.

Porque a ira humana não produz a justiça de Deus.

Portanto, deixem toda impureza e todo excesso de maldade, e recebam com mansidão a palavra implantada em vocês, a qual é poderosa para salvar a alma.

Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando a si mesmos.

Pois quem ouve a palavra e não a pratica é semelhante a alguém que observa o próprio rosto no espelho;

depois de observar a si mesmo, vai embora e logo se esquece de como era.

Mas quem contempla atentamente a lei perfeita, a lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas praticante da obra, será feliz no que fizer.

Se alguém pensa ser religioso, mas não controla a própria língua, engana o coração; sua religião é vazia.

A religião pura e sem mancha diante de Deus, o Pai, é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas aflições e guardar-se incontaminado do mundo.

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