Cântico dos Cânticos 8 A Bíblia Sagrada · Capítulo 668 de 1162
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Cântico dos Cânticos 8

Quem dera fosses meu irmão, que mamou os seios de minha mãe. Encontrando-te fora, eu te beijaria, e ninguém me desprezaria.

Eu te levaria e te introduziria na casa de minha mãe; tu me ensinarias, e eu te daria a beber vinho aromático, do mosto das minhas romãs.

Sua mão esquerda está debaixo da minha cabeça, e sua direita me abraça.

Eu vos conjuro, filhas de Jerusalém: não desperteis nem acordeis o amor até que ele queira.

Quem é esta que sobe do deserto, apoiada em seu amado? Debaixo da macieira te despertei; ali tua mãe te concebeu, ali esteve em dores aquela que te deu à luz.

Põe-me como selo sobre teu coração, como selo sobre teu braço; porque o amor é forte como a morte, e o ciúme é duro como o abismo. Suas brasas são brasas de fogo, chama intensa.

Muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Se alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, seria de todo desprezado.

Temos uma irmã pequena, que ainda não tem seios. Que faremos por nossa irmã no dia em que for pedida?

Se ela for muralha, edificaremos sobre ela ameias de prata; se ela for porta, nós a cercaremos com tábuas de cedro.

Eu sou muralha, e meus seios são como torres; assim fui aos olhos dele como aquela que encontra paz.

Salomão teve uma vinha em Baal-Hamom; entregou a vinha a guardas, e cada um devia trazer por seu fruto mil moedas de prata.

A minha vinha está diante de mim; os mil são para ti, Salomão, e duzentos para os que guardam seu fruto.

Tu que habitas nos jardins, os companheiros escutam tua voz; faze-me ouvi-la.

Foge, amado meu, e sê semelhante à gazela ou ao filho da corça sobre os montes de aromas.

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