Mateus 22 A Bíblia Sagrada · Capítulo 924 de 1162
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Mateus 22

Jesus voltou a falar-lhes em parábolas, dizendo:

O reino dos céus é semelhante a um rei que preparou a festa de casamento de seu filho.

Enviou seus servos para chamar os convidados à festa, porém eles não quiseram vir.

Enviou ainda outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Preparei meu banquete; meus bois e animais cevados foram abatidos, e tudo está pronto. Vinde para a festa.

Eles, porém, não deram atenção. Um foi para seu campo, outro para seus negócios.

Os demais agarraram os servos, maltrataram-nos e os mataram.

O rei ficou irado. Enviou seus exércitos, destruiu aqueles assassinos e incendiou sua cidade.

Então disse aos servos: A festa está pronta, mas os convidados não eram dignos.

Ide, pois, às saídas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes.

Os servos saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons, e a sala da festa ficou cheia de convidados.

Quando o rei entrou para ver os convidados, encontrou ali um homem que não vestia traje de festa.

Perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem traje de festa? O homem ficou calado.

Então o rei disse aos servos: Amarrai-lhe pés e mãos e lançai-o nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes.

Porque muitos são chamados, e poucos escolhidos.

Então os fariseus se retiraram e fizeram um plano para apanhá-lo em alguma palavra.

Enviaram-lhe seus discípulos, junto com os herodianos, dizendo: Mestre, sabemos que és verdadeiro e ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, sem te deixares levar por ninguém, pois não olhas a aparência das pessoas.

Dize-nos, portanto, que te parece: é lícito pagar tributo a César ou não?

Jesus, conhecendo a malícia deles, respondeu: Por que me pondes à prova, hipócritas?

Mostrai-me a moeda do tributo. Eles lhe trouxeram um denário.

Jesus perguntou: De quem são esta imagem e esta inscrição?

Responderam: De César. Então ele lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.

Ao ouvirem isso, ficaram admirados; deixaram-no e foram embora.

Naquele mesmo dia, aproximaram-se dele alguns saduceus, que dizem não haver ressurreição, e o interrogaram:

Mestre, Moisés disse: Se alguém morrer sem filhos, seu irmão se casará com a viúva e dará descendência ao irmão.

Ora, havia entre nós sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu; como não tinha descendência, deixou a mulher a seu irmão.

O mesmo aconteceu com o segundo, com o terceiro, até o sétimo.

Depois de todos, morreu também a mulher.

Na ressurreição, de qual dos sete ela será mulher? Pois todos a tiveram.

Jesus respondeu: Errais, porque não conheceis as Escrituras nem o poder de Deus.

Na ressurreição, os homens não se casam, nem as mulheres são dadas em casamento; são como os anjos no céu.

Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que Deus vos declarou:

Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos.

Ao ouvirem isso, as multidões ficaram admiradas com seu ensino.

Os fariseus, sabendo que ele havia feito calar os saduceus, reuniram-se.

Um deles, intérprete da Lei, perguntou-lhe para pô-lo à prova:

Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?

Jesus respondeu: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.

Este é o maior e primeiro mandamento.

O segundo é semelhante a ele: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.

Estando os fariseus reunidos, Jesus lhes perguntou:

Que pensais a respeito do Cristo? De quem ele é filho? Responderam: De Davi.

Jesus lhes disse: Como, então, Davi, pelo Espírito, o chama Senhor, dizendo:

O Senhor disse ao meu Senhor: Senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo de teus pés?

Se Davi o chama Senhor, como é ele seu filho?

Ninguém podia responder-lhe uma palavra. E, daquele dia em diante, ninguém ousou interrogá-lo.

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