Jó 7 A Bíblia Sagrada · Capítulo 443 de 1162
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Jó 7

Não tem o homem uma luta sobre a terra? Seus dias não são como os dias de um trabalhador contratado?

Como o servo que suspira pela sombra, e como o trabalhador que espera o seu salário,

assim recebi meses de inutilidade, e noites de aflição me foram destinadas.

Quando me deito, digo: Quando me levantarei? A noite se alonga, e me farto de inquietação até o amanhecer.

Minha carne se cobre de vermes e crostas de pó; minha pele se rompe e volta a supurar.

Meus dias passam ligeiros qual lançadeira de tear, e terminam sem esperança.

Lembra-te de que a minha vida é vento; meus olhos não tornarão a ver o bem.

O olho de quem agora me vê já não me verá; teus olhos estarão sobre mim, e eu deixarei de existir.

Como a nuvem se desfaz e passa, assim quem desce ao Sheol não sobe.

Não voltará à sua casa, e o seu lugar já não o conhecerá.

Por isso não reprimirei minha boca; falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na amargura da minha alma.

Sou eu o mar, ou um monstro marinho, para que ponhas guarda sobre mim?

Quando digo: Minha cama me consolará, meu leito aliviará a minha queixa,

então me espantas com sonhos e me aterras com visões.

Assim a minha alma escolheria antes o estrangulamento, antes a morte do que estes ossos.

Rejeito a vida; não viverei para sempre. Deixa-me, pois meus dias são sopro.

Que é o homem, para que lhe dês tanta importância e ponhas nele o teu coração?

Por que o visitas a cada manhã e o provas a cada instante?

Até quando não afastarás de mim o teu olhar, nem me deixarás engolir a saliva?

Se pequei, que te farei, ó Vigia dos homens? Por que me puseste como alvo para ti, de modo que me tornei pesado a mim mesmo?

Por que não perdoas a minha transgressão e tiras a minha iniquidade? Pois agora me deitarei no pó; tu me procurarás, e eu já não existirei.

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