Isaías 13 A Bíblia Sagrada · Capítulo 681 de 1162
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Isaías 13

Sentença contra Babilônia, vista por Isaías, filho de Amoz.

Levantai um sinal sobre o monte desnudo; erguei a voz para eles; acenai com a mão, para que entrem pelas portas dos nobres.

Eu dei ordem aos meus consagrados; chamei meus valentes para a minha ira, aqueles que se alegram em minha grandeza.

Ruído de multidão nos montes, semelhante a muito povo; alvoroço de reinos, de nações reunidas. O Senhor dos Exércitos passa em revista o exército de guerra.

Vêm de terra distante, dos confins dos céus: o Senhor e os instrumentos de sua indignação, para destruir toda a terra.

Gemei, pois o dia do Senhor está perto; virá como devastação do Todo-poderoso.

Por isso toda mão ficará fraca, e todo coração humano derreterá.

Ficarão apavorados; dores e angústias os tomarão, contorcendo-se qual mulher em parto. Cada rosto olhará espantado para o outro, faces ardendo.

Eis que vem o dia do Senhor, cruel, com furor e ira acesa, para fazer da terra desolação e exterminar dela seus pecadores.

As estrelas dos céus e suas constelações não darão sua luz; o sol escurecerá ao nascer, e a lua não fará brilhar sua claridade.

Castigarei o mundo por sua maldade e os perversos por sua culpa; farei cessar a arrogância dos soberbos e abaterei a altivez dos violentos.

Tornarei o mortal mais raro que ouro puro, e o ser humano acima do ouro de Ofir.

Por isso farei tremer os céus; a terra será sacudida de seu lugar, pela indignação do Senhor dos Exércitos, no dia de sua ira acesa.

Cada um fugirá como gazela caçada, qual rebanho que ninguém recolhe; cada um se voltará para seu povo e correrá para sua terra.

Todo aquele que for encontrado será ferido, e todo capturado cairá pela espada.

Suas crianças serão esmagadas diante de seus olhos; suas casas serão saqueadas, e suas mulheres, violentadas.

Eis que levantarei contra eles os medos, que não estimam prata e não desejam ouro.

Seus arcos derrubarão os jovens; não se compadecerão do fruto do ventre, e seus olhos não pouparão crianças.

Babilônia, glória dos reinos, esplendor do orgulho dos caldeus, ficará igual a Sodoma e Gomorra, quando Deus as derrubou.

Jamais será habitada; geração após geração ninguém morará nela. O árabe não armará ali sua tenda, e pastores não farão seus rebanhos repousar ali.

Animais do deserto repousarão ali; suas casas se encherão de criaturas uivantes. Aves sombrias habitarão ali, e bodes selvagens saltarão em suas ruínas.

Hienas responderão em seus palácios, e chacais nos salões de prazer. Seu tempo está perto de chegar, e seus dias não se prolongarão.

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