Cântico dos Cânticos 4 A Bíblia Sagrada · Capítulo 664 de 1162
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Cântico dos Cânticos 4

Tu és formosa, minha amiga; és formosa. Teus olhos são de pombas por detrás do véu; teus cabelos são como rebanho de cabras que descem do monte Gileade.

Teus dentes são como rebanho de ovelhas tosquiadas, que sobem do lavadouro; todas têm gêmeos, e nenhuma delas está sem cria.

Teus lábios são como cordão de escarlate, e tua boca é graciosa; tuas faces são como metades de romã por detrás do véu.

Teu pescoço é como a torre de Davi, edificada para arsenal; mil escudos pendem dela, todos escudos de valentes.

Teus dois seios são como dois filhotes, gêmeos da gazela, que pastam entre os lírios.

Antes que sopre a brisa do dia e fujam as sombras, irei ao monte da mirra e ao outeiro do incenso.

Tu és toda formosa, minha amiga, e não há defeito em ti.

Vem comigo do Líbano, minha noiva; vem comigo do Líbano. Olha do cume de Amana, do cume de Senir e de Hermom, das cavernas dos leões, dos montes dos leopardos.

Feriste meu coração, minha irmã, minha noiva; feriste meu coração com um só dos teus olhos, com uma só joia do teu colar.

Quão belo é o teu amor, minha irmã, minha noiva. Teu amor é melhor que o vinho, e o aroma dos teus perfumes excede todas as especiarias.

Teus lábios destilam mel, minha noiva; mel e leite estão debaixo da tua língua, e o aroma das tuas vestes é como o aroma do Líbano.

Jardim fechado és tu, minha irmã, minha noiva; nascente encerrada, fonte selada.

Teus rebentos são pomar de romãs, com frutos excelentes; hena e nardo.

Nardo e açafrão, cálamo e canela, com toda árvore de incenso; mirra e aloés, com as principais especiarias.

És fonte dos jardins, poço de águas vivas, correntes que vêm do Líbano.

Desperta, vento norte, e vem, vento sul; sopra no meu jardim, para que se espalhem os seus aromas. Venha meu amado ao seu jardim e coma seus frutos excelentes.

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