Eclesiastes 2 A Bíblia Sagrada · Capítulo 650 de 1162
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Eclesiastes 2

Disse eu no meu coração: Vem, eu te provarei com alegria; desfruta o bem. Também isso era vaidade.

Do riso eu disse: Loucura; e da alegria: Que faz ela?

Busquei no coração estimular meu corpo com vinho, mantendo a mente guiada pela sabedoria, e apegar-me à insensatez, até ver o que convém aos filhos dos homens fazer debaixo do céu nos poucos dias de sua vida.

Fiz grandes obras; edifiquei casas para mim e plantei vinhas.

Fiz jardins e pomares, e neles plantei árvores de todo fruto.

Fiz reservatórios de águas, para regar o bosque em que cresciam árvores.

Comprei servos e servas, e tive servos nascidos em casa; também possuí gado e rebanhos em quantidade acima de todos os que viveram antes de mim em Jerusalém.

Ajuntei prata e ouro, tesouros de reis e províncias; providenciei cantores e cantoras, e as delícias dos filhos dos homens.

Engrandeci-me e superei todos os que vieram antes de mim em Jerusalém; também minha sabedoria permaneceu comigo.

Tudo quanto meus olhos desejaram, eu não lhes neguei; não privei meu coração de alegria, pois meu coração se alegrava em todo o meu trabalho, e essa foi minha parte em todo o meu trabalho.

Então considerei todas as obras feitas por minhas mãos e o trabalho em que me empenhei; tudo era vaidade e correr atrás do vento. Nenhum proveito havia debaixo do sol.

Voltei-me para contemplar sabedoria, loucura e insensatez; que fará o homem que vier depois do rei? Apenas o que já foi feito.

Vi que a sabedoria tem vantagem sobre a insensatez, assim como a luz tem vantagem sobre as trevas.

O sábio tem olhos na cabeça; o tolo anda em trevas. Contudo percebi que o mesmo destino alcança ambos.

Disse em meu coração: O que sucede ao tolo também sucederá a mim; por que então fui tão sábio? E concluí que isso também era vaidade.

Pois não há lembrança duradoura do sábio nem do tolo; nos dias futuros tudo será esquecido. Como morre o tolo, assim morre o sábio.

Por isso odiei a vida, pois me afligia a obra feita debaixo do sol; tudo era vaidade e correr atrás do vento.

Também odiei todo o trabalho em que me empenhei debaixo do sol, porque teria de deixá-lo ao homem que viesse depois de mim.

E quem sabe se será sábio ou tolo? Ainda assim dominará todo o trabalho em que me empenhei e no qual mostrei sabedoria debaixo do sol. Também isso é vaidade.

Então voltei meu coração ao desânimo acerca de todo o trabalho em que me empenhei debaixo do sol.

Pois há homem cujo trabalho é feito com sabedoria, conhecimento e habilidade, e ele deixa sua parte a outro que não trabalhou nela. Também isso é vaidade e grande mal.

Que recebe o homem por todo o seu trabalho e pela aflição do coração com que se esforça debaixo do sol?

Todos os seus dias são dores, e sua ocupação é desgosto; até de noite seu coração não descansa. Também isso é vaidade.

Nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer sua alma gozar o bem no trabalho. Vi que isso vem da mão de Deus.

Pois quem pode comer, ou quem pode desfrutar, separado dele?

Ao homem que lhe agrada, Deus dá sabedoria, conhecimento e alegria; ao pecador dá o trabalho de ajuntar e acumular para entregar ao que agrada a Deus. Também isso é vaidade e correr atrás do vento.

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