Lucas 15 A Bíblia Sagrada · Capítulo 961 de 1162
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Lucas 15

Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para ouvi-lo.

Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles.

Então Jesus lhes propôs esta parábola:

Qual de vós, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no campo e vai atrás da que se perdeu, até encontrá-la?

Quando a encontra, coloca-a sobre os ombros, cheio de alegria.

Chegando em casa, reúne amigos e vizinhos e diz: Alegrai-vos comigo, pois encontrei minha ovelha que estava perdida.

Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.

Ou qual mulher, tendo dez moedas de prata e perdendo uma, não acende a lâmpada, varre a casa e procura com cuidado até encontrá-la?

Quando a encontra, reúne amigas e vizinhas e diz: Alegrai-vos comigo, pois encontrei a moeda que eu havia perdido.

Assim, digo-vos, há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.

Disse ainda: Um homem tinha dois filhos.

O mais moço disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E o pai repartiu os bens entre eles.

Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntou tudo, partiu para uma terra distante e ali dissipou seus bens, vivendo sem medida.

Depois de gastar tudo, houve grande fome naquela terra, e ele começou a passar necessidade.

Então foi juntar-se a um dos cidadãos daquela região, que o mandou para os campos a cuidar dos porcos.

Desejava encher o estômago com as vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada.

Caindo em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome.

Levantar-me-ei, irei a meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti.

Já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como um dos teus empregados.

Levantou-se e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu e moveu-se de compaixão; correu, lançou-se ao seu pescoço e o beijou.

O filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho.

Mas o pai disse aos servos: Trazei depressa a melhor roupa e vesti-o. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés.

Trazei o bezerro cevado, matai-o, e comamos e alegremo-nos.

Porque este meu filho estava morto e reviveu; estava perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se.

O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, aproximando-se da casa, ouviu música e danças.

Chamou um dos servos e perguntou que era aquilo.

O servo lhe respondeu: Teu irmão voltou, e teu pai mandou matar o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.

Ele se indignou e não queria entrar. Então seu pai saiu e insistia com ele.

Mas ele respondeu ao pai: Há tantos anos te sirvo, nunca transgredi uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com meus amigos.

Vindo, porém, esse teu filho, que devorou teus bens com prostitutas, mataste para ele o bezerro cevado.

O pai lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu.

Mas era preciso alegrar-nos e festejar, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi achado.

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