Salmos 104 A Bíblia Sagrada · Capítulo 571 de 1162
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Salmos 104

Bendize, minha alma, ao Senhor. Senhor, Deus meu, tu és grandíssimo; estás revestido de glória e majestade.

Coberto de luz como de um manto, estendes os céus como uma tenda.

Pões nas águas as vigas das tuas moradas; fazes das nuvens o teu carro e andas sobre as asas do vento.

Fazes dos ventos os teus mensageiros, e das chamas de fogo, os teus ministros.

Lançaste os fundamentos da terra, para que ela não seja abalada jamais.

Com o abismo a cobriste como com uma veste; as águas ficaram acima dos montes.

À tua repreensão, fugiram; à voz do teu trovão, apressaram-se.

Subiram pelos montes e desceram pelos vales, até o lugar que lhes determinaste.

Estabeleceste limite que não ultrapassarão; não tornarão a cobrir a terra.

Fazes brotar fontes nos vales; elas correm entre os montes.

Dão de beber a todos os animais do campo; os jumentos selvagens matam a sede.

Junto delas habitam as aves do céu; entre os ramos erguem o seu canto.

Regas os montes desde as tuas altas moradas; a terra se satisfaz com o fruto das tuas obras.

Fazes crescer a erva para os animais e as plantas para o serviço do ser humano, para que tire da terra o alimento,

o vinho que alegra o coração, o azeite que faz reluzir o rosto e o pão que fortalece o coração humano.

As árvores do Senhor se fartam de seiva, os cedros do Líbano que ele plantou,

onde as aves fazem ninho; a cegonha tem a sua casa nos ciprestes.

Os altos montes são para as cabras selvagens, e as rochas, refúgio para os pequenos animais.

Fez a lua para marcar os tempos; o sol conhece a hora do seu ocaso.

Trazes as trevas, e vem a noite, quando vagueiam todos os animais da floresta.

Os leõezinhos rugem pela presa e buscam de Deus o seu sustento.

Nasce o sol, e eles se recolhem e se deitam em seus esconderijos.

Sai o ser humano para o seu trabalho e para o seu serviço até a tarde.

Senhor, quão numerosas são as tuas obras. Fizeste todas elas com sabedoria; a terra está cheia das tuas riquezas.

Eis o mar, vasto e imenso, onde se movem seres sem número, animais pequenos e grandes.

Ali passam os navios; ali está o Leviatã, que formaste para brincar nele.

Todos esperam de ti que lhes dês o sustento em tempo oportuno.

Dás a eles, e recolhem; abres a mão, e se fartam de bens.

Escondes o rosto, e ficam perturbados; retiras o fôlego, e morrem e voltam ao pó.

Envias o teu Espírito, e são criados; assim renovas a face da terra.

Permaneça para sempre a glória do Senhor; alegre-se o Senhor em suas obras.

Ele olha para a terra, e ela treme; toca os montes, e fumegam.

Cantarei ao Senhor enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus enquanto existir.

Seja-lhe agradável a minha meditação; eu me alegrarei no Senhor.

Desapareçam da terra os pecadores, e os perversos deixem de existir. Bendize, minha alma, ao Senhor. Aleluia.

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