Marcos 15 A Bíblia Sagrada · Capítulo 945 de 1162
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Marcos 15

Logo pela manhã, os principais sacerdotes, com os anciãos, os escribas e todo o conselho, deliberaram. Amarraram Jesus, levaram-no e o entregaram a Pilatos.

Pilatos perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Jesus respondeu: Tu o dizes.

Os principais sacerdotes o acusavam de muitas coisas.

Pilatos tornou a perguntar: Nada respondes? Vê de quantas coisas te acusam.

Jesus, porém, nada mais respondeu, de modo que Pilatos ficou admirado.

Por ocasião da festa, Pilatos costumava soltar-lhes um preso, qualquer que pedissem.

Havia um chamado Barrabás, preso com os revoltosos que, na revolta, haviam cometido homicídio.

A multidão subiu e começou a pedir que Pilatos fizesse como de costume.

Pilatos lhes respondeu: Quereis que eu vos solte o rei dos judeus?

Pois sabia que os principais sacerdotes o haviam entregado por inveja.

Os principais sacerdotes, porém, incitaram a multidão para que lhes soltasse antes Barrabás.

Pilatos tornou a perguntar: Que farei, então, daquele a quem chamais rei dos judeus?

Eles gritaram outra vez: Crucifica-o!

Pilatos lhes disse: Que mal fez ele? Mas eles gritavam ainda mais: Crucifica-o!

Então Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou-lhes Barrabás; e, depois de mandar açoitar Jesus, entregou-o para ser crucificado.

Os soldados levaram Jesus para dentro do pátio, isto é, o pretório, e convocaram toda a tropa.

Vestiram-no de púrpura, trançaram uma coroa de espinhos e a puseram em sua cabeça.

E começaram a saudá-lo: Salve, rei dos judeus!

Batiam-lhe na cabeça com uma cana, cuspiam nele e, pondo-se de joelhos, prestavam-lhe homenagem.

Depois de zombarem dele, tiraram-lhe a púrpura, vestiram-no com suas próprias roupas e o levaram para fora, a fim de o crucificarem.

Obrigaram um homem que passava, vindo do campo, Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar a cruz de Jesus.

Levaram-no ao lugar chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira.

Deram-lhe vinho misturado com mirra, mas ele não o tomou.

Então o crucificaram e repartiram suas roupas, lançando sortes sobre elas para ver o que cada um levaria.

Era a terceira hora quando o crucificaram.

A inscrição com a acusação contra ele dizia: O rei dos judeus.

Com ele crucificaram dois salteadores, um à sua direita e outro à sua esquerda.

Cumpriu-se, assim, a Escritura que diz: Foi contado entre os transgressores.

Os que passavam blasfemavam contra ele, meneando a cabeça e dizendo: Ah! Tu que destróis o templo e o edificas em três dias,

salva-te a ti mesmo, descendo da cruz.

De igual modo, os principais sacerdotes, com os escribas, zombavam entre si e diziam: Salvou outros; a si mesmo não pode salvar.

O Cristo, o rei de Israel, desça agora da cruz, para que vejamos e creiamos. Também os que foram crucificados com ele o insultavam.

Chegada a sexta hora, houve trevas sobre toda a terra até a nona hora.

À nona hora, Jesus clamou em alta voz: Eloí, Eloí, lemá sabactâni? Isso quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?

Alguns dos que estavam ali, ouvindo isso, diziam: Vede, ele chama Elias.

Um deles correu, embebeu uma esponja em vinagre, pô-la na ponta de uma cana e deu-lhe de beber, dizendo: Deixai; vejamos se Elias vem tirá-lo.

Jesus, dando um grande brado, expirou.

E a cortina do templo rasgou-se em duas partes, de alto a baixo.

Quando o centurião, que estava diante dele, viu que assim expirara, disse: Verdadeiramente este homem era Filho de Deus.

Havia também algumas mulheres olhando de longe, entre elas Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé.

Quando Jesus estava na Galileia, elas o seguiam e o serviam; e muitas outras haviam subido com ele para Jerusalém.

Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado,

veio José de Arimateia, membro respeitável do conselho, que também esperava o Reino de Deus. Ele tomou coragem, foi a Pilatos e pediu o corpo de Jesus.

Pilatos admirou-se de que já estivesse morto. Chamando o centurião, perguntou-lhe se Jesus havia morrido havia muito tempo.

Informado pelo centurião, concedeu o corpo a José.

José comprou um lençol de linho, desceu o corpo da cruz, envolveu-o no lençol e o pôs em um sepulcro aberto na rocha. Depois rolou uma pedra para a entrada do sepulcro.

Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde ele fora posto.

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