Livro 2 — Capítulo IX A Lenda de Ulenspiegel · Capítulo 94 de 182
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Livro 2 — Capítulo IX

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Correndo assim a grande trote, seguido por Lamme, Ulenspiegel encontrou na Eikenstraet um pasquim maldoso contra Brederode. Foi levá-lo diretamente ao senhor.

— Sou — disse ele —, monsenhor, aquele bom Flamengo e espião do rei cujas orelhas esfregastes tão bem e a quem destes de beber tão bom vinho cozido. Trago-vos um lindo panfletinho no qual vos acusam, entre outras coisas, de vos intitulardes conde da Holanda, como o rei. Acaba de sair fresquinho das prensas de Jan à Calúnia, morador perto do cais dos Patifes, no beco dos Ladrões de Honra.

Brederode respondeu, sorrindo:

— Mando açoitar-te durante duas horas se não me disseres o verdadeiro nome do escriba.

— Monsenhor — respondeu Ulenspiegel —, mandai açoitar-me durante dois anos, se quiserdes, mas não podereis forçar minhas costas a revelar aquilo que minha boca ignora.

E partiu, não sem receber um florim por seu trabalho.

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