Livro 3 — Capítulo X
Livro 3 — Capítulo X
Em setembro, quando os mosquitos deixam de picar, o Taciturno, com seis peças de campanha e quatro grandes canhões falando por ele, e catorze mil flamengos, valões e alemães, atravessou o Reno em Saint-Vyt.
Sob os estandartes amarelos e vermelhos do bastão nodoso da Borgonha, bastão que durante tanto tempo feriu nossas terras, bastão do princípio da servidão, empunhado por Alba, o duque de sangue, marchavam vinte e seis mil e quinhentos homens; rolavam dezessete peças de campanha e nove grandes canhões.
Mas o Taciturno não deveria alcançar bom êxito nessa guerra, pois Alba recusava continuamente a batalha.
E seu irmão Ludwig, o Bayard de Flandres, depois de conquistar muitas cidades e exigir resgate de numerosos barcos no Reno, perdeu em Jemmingen, na terra da Frísia, combatendo o filho do duque, dezesseis canhões, mil e quinhentos cavalos e vinte estandartes, por causa dos covardes soldados mercenários, que pediam dinheiro quando era preciso combater.
E por entre ruínas, sangue e lágrimas, Ulenspiegel procurava em vão a salvação da terra dos pais.
E os carrascos, por todas as regiões, enforcavam, esquartejavam e queimavam as pobres vítimas inocentes.
E o rei herdava.