Capítulo XLIX - O Cônsul Geral do Infortúnio
Capítulo XLIX - O Cônsul Geral do Infortúnio
O Tufão pela mesma forma que em outros portos fundeou no porto do Recife, e as Paladinas do Nevoeiro com sua Rainha do Ignoto espalharam-se na bela cidade, confundiram-se com seus habitantes como gotas de chuva na corrente d'um rio.
O Dr. Edmundo foi que pela terceira vez restituído à liberdade, ao traje e aos hábitos de sua própria entidade sentiu-se cheio de recordações de seu tempo feliz de estudante.
Uma manhã saiu a passear por um dos arrabaldes menos frequentados da cidade, tinha uma enorme preocupação: às vezes pensava em abandonar o projeto de seguir às paladinas no papel ridículo que Probo tinha obrigado a fazer e protestava em seu íntimo contra aquela espionagem, mas desculpava-se com a força oculta que o retinha ali, e parecia-lhe que o magnetismo daquela maçonaria de mulheres, como lhe dissera o velho caçador de onças, exercia sobre ele, mesmo espontânea e indiretamente a sua influência.
Nessas cogitações chegou à frente d'uma casa de construção regular e aparência comum, ela estava ao lado do caminho, um pouco afastada, e meio oculta entre as árvores.
As rótulas estavam fechadas; mas o que chamou a atenção do Dr. Edmundo foi o seguinte dístico:
«O Cônsul Geral do Infortúnio pode ser procurado aqui a todas as horas do dia ou da noite.»
O Dr. Edmundo rodeou a casa solitária chegando a um portão de grade de ferro olhou para dentro:
Viu n'um grande pátio uma multidão de pessoas: homens velhos e moços, mulheres e crianças de todas as idades, uns pálidos e de semblante abatido, vinham se receitar, outros com a alma oprimida de pesar descansavam à sombra das mangueiras com a fronte entre os punhos em atitude meditativa.
O Dr. Edmundo empurrou a grade, que não estava fechada à chave, nem a ferrolho, e entrou; depois seguindo um grupo de mulheres e de crianças que entravam para um gabinete, reconheceu Clara Benício receitando e mandando aviar os remédios em uma sala vizinha que servia de farmácia.
Levantava-se uma vozeria enorme do lado oposto do edifício, era a distribuição das esmolas aos pobres recolhidos, aos que sofriam necessidades no interior de suas casas: viúvas decentes, velhos inutilizados que já tiveram posição e hoje se envergonham de estender a mão para receber o pão amargo da caridade pública: também vinham ali operários sem trabalho procurar em que ganhar dignamente a subsistência de sua família, moços pobres sem emprego que buscavam um arranjo para servir de arrimo à sua velha mãe, ou a irmãs órfãs. Todos saíam satisfeitos, nem um só trazia o semblante desconsolado.
O Dr. Edmundo esgueirando-se entre eles chegou a um canto, onde estava em observação um moço bem parecido e elegantemente trajado, e dirigiu-lhe a palavra:
— O senhor pode informar-me sobre esta casa, dar-me a sua explicação?
— Posso dizer-lhe alguma coisa, tudo não sei. Ela é isto mesmo que o senhor está vendo, socorre necessidades, alivia desgraças: mas nenhum dos socorridos ou dos aliviados sabem donde lhe vem o benefício: os distribuidores deles dizem que são empregados do Cônsul Geral do Infortúnio, e este de tempos a tempos se mostra a algum protegido nas minhas condições ou escuta alguns casos muito particulares de infortúnio.
— E o senhor está sob a proteção desta casa?
— Sou pensionista dela, formei-me à sua custa.
— Ah! o senhor é formado!
— Em direito, chamo-me Zoroastro Brazil, um seu criado, disse entregando um cartão ao Dr. Edmundo.
Este fez o mesmo e a apresentação estava feita, e uma corrente de simpatia estabeleceu a confiança entre ambos.
— Olhe já me fizeram sinal para que entre para a sala das audiências, disse Zoroastro.
— O senhor podia facultar-me os meios de assistir a uma destas singulares audiências, aventurou o Dr. Edmundo.
— É fácil, disse Zoroastro, venha comigo, e fique no quarto do porteiro que é meio cego, só sente as pessoas pelas pisadas: lá tem uma parede de tabique onde existe uma fenda por onde o senhor pode ver sem ser visto.
O Dr. Edmundo seguia Zoroastro lembrando-se do enjeitado de quem falou a Rainha do Ignoto no dia do almoço na sala das Estações, e ficou no quarto do porteiro espreitando cauteloso a sala das audiências do Cônsul Geral do Infortúnio.
Zoroastro entrou ali e depois de dar alguns passos inclinou-se diante do cônsul que estava sentado em uma cadeira magistral à cabeceira d'uma mesa sobre um estrado. Ele escondia seu corpo pequeno e franzino numa túnica azul celeste guarnecida de arminhos.
O Dr. Edmundo apesar de ver-lhe a barba e cabelos brancos de ancião, não podia deixar de entrever uns visos do semblante da Rainha do Ignoto. A voz sobretudo lhe tirou da dúvida, era ela mesma.
— Já fui informado de que encontrou sua mãe, disse ele fazendo Zoroastro sentar-se ao lado da mesa.
— Mãe! senhor cônsul nunca deixei de encontrar desde que fui recolhido por aquela senhora no Ninho dos Anjos, não sei em que ponto da Terra. Foi ela quem cuidou de minha infância até o dia em que vos confiou o meu futuro.
— Estimo muito, disse o cônsul geral do infortúnio, que o senhor dê uma partícula de afeição a quem tanto lhe merece: mas, me refiro à sua mãe segundo a natureza.
— Mães, senhor, que atiram os filhos nos monturos aos cães e aos porcos! não estão na natureza, e, se se assemelham a alguma espécie de animal é à cascavel que devora os filhos ao nascer!
— Nem sabe, senhor Dr. Zoroastro, o quanto me aflige ouvi-lo falar assim!...
— Não sou eu quem tem a culpa da dureza desta linguagem, é aquela de quem acabais de falar: lembro-me ainda do tempo em que comecei a estudar no liceu de minha cidade natal, pelos sinais que encontrei no livro do registro do Ninho dos Anjos pude descobrir esta a quem não me atrevo a dar o doce nome de mãe; muitas vezes voltando das aulas, a lama que a roda de seu carro levantava dos charcos das ruas caiu-me na face e ela nem me enxergava.
— Nesse tempo era rica e feliz, disse o Cônsul Geral de Infortúnio.
— Hoje que está viva e pobre, muda de terra e vem procurar o arrimo do filho que desprezou, não tem esse direito.
— Oh! Dr. Zoroastro! disse o cônsul impaciente, rogo-lhe o favor de assistir à audiência seguinte.
E bateu a campa, apareceu o porteiro, deu-lhe uma ordem em voz baixa, ele saiu, depois tornou a entrar acompanhado por um homem, duas mulheres, e uma rapariguinha de onze anos agarrada à saia de mulher meia embriagada; a pobre criança era tão magra que se podia estudar anatomia através a sua pele amarela cheia de manchas negras, roxas e esverdeadas! Os braços e o rosto estavam cobertos de arranhaduras e de sinais de toda sorte de pancadas!
Ela trazia o vestidinho de chita vermelha coberto de remendos, o cabelo estava raspado à navalha e os pés descalços!
— Pobre criança! exclamou o Cônsul Geral do Infortúnio, e dirigiu-se à mulher, cuja desordem de traje e vermelhidão dos olhos indicavam embriaguez. A senhora é a mãe desta menina?
— Antes não fora, respondeu ela com voz aguardentada, e sentou-se nos degraus do estrado; a menina como um cãozinho manso sentou-se a seu lado e escondeu o rosto na ponta do fichu que ela trazia.
A outra mulher, cujo traje asseado denotava melhores costumes, interveio:
— Senhor cônsul, eu sou vizinha desta mulher, e tenho sido testemunha do quanto ela maltrata a filha, este cordeiro, este anjo, pois nunca vi ninguém nesta idade com tanto juízo, fazer tantas coisas e ser tão branda!
A menina levantou a cabeça, e com efeito tinha estampado nos olhos a longanimidade, a timidez e a tristeza da resignação.
O Cônsul Geral do Infortúnio perguntou-lhe:
— Sua mãe lhe maltrata?
— Não senhor, respondeu com firmeza.
— Maltrata! afirmou a mulher, dá-lhe pancadas, atira-lhe tições acesos, fala trabalhar demais! e a mata de fome!
— Se ela não me dá comida, é porque não tem... é pobre, tornou a menina com os olhos cheios de lágrimas.
— Mas, o que é isto no seu rosto e nos braços, tornou a perguntar o cônsul, parecem beliscões, arranhaduras e pancadas!
— Não senhor! não é, volveu a menina querendo chorar, fui eu que caí na ladeira do poço quando fui tirar água...
— Assim minha cafifa, defende tua mãe, disse a embriagada quase inconsciente.
— Não quero mais ouvir nem mãe, nem filha, disse o cônsul, falem esta senhora e este senhor que deram a queixa.
— Eu senhor cônsul, sou o marido desta vizinha da Chica Braba, é assim que a chamam na vizinhança, vinha ontem da rua com as nossas passagens para o Amazonas e encontrei a mulher debaixo do tempo... a judiar com a pequena... e como nós não temos filhos, e ela é tão boazinha, queremos tirá-la por órfã para levá-la... dinheiro, a quem tira borracha, não falta, Deus louvado, ela terá outro trato.
— Pois bem, disse o Cônsul Geral do Infortúnio, vou mandar com o senhor ao Juiz de Órfãos uma pessoa competente que lhe arranje isto.
— Que... tá dizendo... vizinho... a minha... Rosa, disse a Chica Braba com a voz arrastada procurando erguer-se.
Rosa soltou um grito doloroso agarrou-se-lhe ao pescoço chorando e bradando:
— Não! minha mãezinha, eu não te deixo! Cortem meus braços para me tirar d'aqui... mas eu não solto! ai! eu te quero assim mesmo! eu te amo mais que a todo mundo! Minha mãe! minha mãe! ai!...
E os soluços da filha se misturavam com o choro aguardentado da mãe.
— É a voz da natureza! exclamou o Cônsul Geral do Infortúnio, viu Dr. Zoroastro, prestou atenção a este caso? O mundo minúsculo está cheio deles, mas para seus heróis não há calendários.
Zoroastro não era mau, e estava comovido até as lágrimas que lhe refluíam para o chão, abaixou os olhos e disse:
— Estou envergonhado de minha pequenez diante de tanta grandeza d'alma! A lição aproveitou-me... Permiti senhor Cônsul, que interceda por esta criança. Não separeis da mãe.
— Vou empregá-las no serviço desta casa, e espero regenerar a uma e felicitar a outra, respondeu ele.
A menina ajoelhou ao lado da mesa e enclinando-se beijou o arminho que orla a túnica do Cônsul Geral do Infortúnio.
Então este erguendo-a nos braços, unindo a chita remendada do seu vestido à seda e o arminho de que se vestia, disse:
— É verdadeiramente um anjo!
Depois escreveu algumas palavras em papel, entregou à menina e disse-lhe que fosse ao porteiro para conduzi-las à terceira seção.
O seringueiro e a mulher retiraram-se e Zoroastro teve ordem de ir entender-se com o secretário sobre um negócio de seu próprio interesse.
O Dr. Edmundo no seu esconderijo estava maravilhado! Julgava finda a audiência daquele dia, quando entrou um preto velho arrimado a um bastão e apenas se aproximou disse:
— Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
— Bênção, senhô.
— Deus o proteja, meu velho, disse o cônsul, sente-se que vem muito cansado.
— Muito senhô, vem de longe, subindo ladeira, descendo ladeira... o pai Nastaço já arrasta os pés, nu pôde andá.
— Que lhe trouxe aqui, pai Anastácio? perguntou o cônsul com bondade.
— Pai Nastaço diz, senhô, foi p'ra isso que ele andou tanto em risco de sê pegado pelo capitão de mato.
— É escravo?
— Em graça de Deus senhô, sou de seu capitão Matury, do engenho Misericórdia.
— Aonde fica esse engenho? perguntou o cônsul.
— P'ra um lado da Vila do Cabo, Senhô, eu vem valê do Senhô p'ra meu neto Grabiéu não barcar p'ra outras terras... ele está casadinho de novo com a Rufina, meu senhô já achou quem comprar o casal... e birrou! diz que o Grabiéu barca e Rufina fica... Já honte tirei o laço do pescoço do Grabiéu... queria se enforcá...
— Capitão Matury é bom ou mau para os escravos?
— Ih... ih... ih! Se o senhô soubesse, come negro vivo! Ainda na semana passada deu tamanha surra na Romana, que ela botou sangue p'la boca e p'lo os ouvidos! e ainda tá perrando. Não faz um mez que matou dois no tronco surrando todo dia. Aqui em segredo senhô, ele já passou nego no engenho e tirou feito papa! A sinhá é pió... fura as negas cum garfo, atira leite fervendo na cara d'elas porque o leite taiou, assenta neguinhas no formigueiro, queima cum ferro de gommar... metem grião nos pés, outo tem as altêa cortada, mutos c'as mãos inchada de bolo... fome senhô? nueza que faz dó!
— E lhe maltratam também assim pai Anastácio?
— Tem medo de ficá sem pai Nastaço que serve muto! Sabe muta cousa! cura mordedura de cobra, bixeira, faz muta meizinha, conhece muta erva boa, por isso pai Nastaço não apanha; mas chora por seus fios... seus netos, seus camaradas...
O preto velho deixou rolar pelas magras e rugadas faces duas lágrimas, limpou-as com as costas da mão calosa e disse:
— Ficou calado senhô, não me dá esperança?
— Estava pensando, disse o Cônsul Geral do Infortúnio, não só em salvar seu neto, como todos os outros infelizes mártires. Pode dizer-me quantos são eles?
— Mais de cem, senhô, tem a minha Luzia mãe do Grabiéu, tem o Grabiéu, esse que vão barcá, a Thereza Campina, o João Caxangá, o Zé Bibiribe, o Vicente Goanna... pêre tem mais...
— Não precisa dizer os nomes, vá ter com o porteiro, e diga-lhe que o cônsul manda que ele lhe acompanhe ao recolhimento dos velhos, e lá coma bem, durma e reze a sua vontade, que breve se reunirá a seus companheiros já livre das garras d'essa família de tigres.
Quando saiu pai Anastácio entrou um homem moço, de vinte e cinco anos, pouco mais ou menos, alto, moreno, bigode preto, fisionomia simpática e ar marcial: vestia à paisana; mas ninguém o deixaria de tomar por militar. Fez uma cortesia ou antes uma continência e perfilou-se firme diante do cônsul como nos dias de exercício em frente ao quartel:
— Pronto, disse ele.
— Sabe Sr. Marcos, perguntou o Cônsul Geral do Infortúnio, como se acha aqui estando ainda há poucos dias na solitária do quartel da tropa de linha em Manaus?
— Eu morri Sr. cônsul, e quando ressuscitei, achei-me a bordo d'um vapor não sei como; Amélia e minha tia me contaram uma história muito esquisita; pois não acredito em milagres. Diz ela que Nossa Senhora do Remédio lhe apareceu, quando ela chorava junto d'uma árvore da margem do igarapé da Bica, e que lhe prometeu salvar-me; o fato é que salvou-me; mas não me tirou o medo de apresentar-me em qualquer parte onde posso ser pegado como desertor!
— Por esse lado não tenha receio Sr. Marcos, a morte constou em ordem do dia, eis aqui uma pública forma de sua certidão de óbito, disse o Cônsul Geral do Infortúnio desdobrando um papel, isto me foi entregue por aquele frade que o foi visitar na solitária.
— Santo homem! exclamou Marcos.
— Pois bem, Sr. Marcos, o soldado da monarquia morreu; mas o da República está vivo, e vem jurar bandeira no futuro exército brasileiro.
O Cônsul Geral do Infortúnio erguendo-se, puxou as corrediças de véu verde que cobriam a parede que lhe ficava por trás da cadeira magistral; e deixou descobertos dois retratos a óleo: um era de mulher, representava uma matrona formosa ainda, o outro era de um homem fardado de coronel: contemplou-o um instante e disse:
— Este em vida dedicou-se ao bem público, à felicidade do povo no meio do qual viveu; desejou a emancipação dos escravos, combateu a pena última e sonhou com a República; venha senhor, jure sobre a ponta de sua espada, que no dia em que a futura República pedir o seu sangue para defendê-la não o negará.
Marcos pôs um joelho em terra, e com a mão esquerda sobre o coração e a direita sobre a espada do coronel jurou:
— Em nome de Deus juro pertencer às fileiras da futura República e dar por ela o meu sangue.
Levantou-se e cravou a vista no retrato de mulher que estava ao lado do coronel, de repente abafou um grito:
— D. Maria Jesuína! a minha protetora! Ah! senhor cônsul aquela santa ainda vive?
— Já goza da paz dos espíritos superiores, respondeu o cônsul comovido; mas foi à sua influência que o Sr. deve a salvação que sua noiva atribuiu a um milagre de Nossa Senhora do Remédio. Esta casa de beneficência está fundada em sua memória, e é ainda em seu nome que lhe convido, Sr. Marcos, para empenhar-se no resultado d'uma expedição muito arriscada que os agentes desta casa têm de fazer para libertar uma centena de escravos d'um senhor cruel.
— Morrerei por gosto combatendo em memória de minha protetora.
— Obrigado sr. Marcos, disse o Cônsul Geral do Infortúnio, já encarreguei quem lhe pusesse a par do plano e da hora da partida.
Marcos cortejou e saiu, depois de ter sido incumbido de levar uma carta a bordo do Tufão para Ignez Racey.
O Dr. Edmundo ainda oculto deu tréguas ao pasmo que lhe causava tudo que tinha visto ali, para dar lugar a uma observação curiosa:
Os retratos tinham ficado descobertos, e o Cônsul Geral do Infortúnio escrevia; então ele quanto mais examinava-lhe as feições amolduradas por aquela barba e cabeleira branca mais parecença lhe achava com a Rainha do Ignoto, que não podia deixar de ser filha daquele coronel e daquela senhora: pois ambos tinham os mesmos olhos, com a diferença, de que o olhar de D. Maria Jesuína tinha uma expressão de bondade iluminada pela inteligência, e o da Rainha do Ignoto tinha uma profundeza imedível! Imerso na tristeza despedia todas as fulgurações dos lumes da inteligência, da energia, do sentimento, e do caráter enfim.
Ela tinha também alguns traços do coronel, que era louro e, de olhos azuis, o que deixou o Dr. Edmundo em dúvida sobre a sua nacionalidade, ora julgando-o brasileiro ora alemão.
Retirou-se pensativo, e quando se achou na estrada, respirando o ar dos campos, disse mentalmente:
— Assombra! realmente esta mulher assombra! Quem poderá conhecer a vastidão de seus planos? Só Deus porque Deus é infinito!