A Túnica Inconsútil - bloco 09 (p. 489-490)
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•1111' à direita do Pai inda te espera um dia. ' ua nação extratemporal aguarda-te, povo duro e rebelde. povo contraditório, povo destinado desde o princípio e demitido I c readmitido, P lcnaz como a vinha do Senhor e eterno como o testemunho I do Senhor. Nlnlo-me enxertado em ti, nasço de tuas raízes espirituais como [ nasço da verdade una, continuada e permanecida em mim. l'or que afastaste de ti a face familiar de Deus? l'or que rondas filho pródigo, faminto das profecias? Por que vagas no teu próprio deserto interior l'lllll a nostalgia da Casa Paterna que abandonaste? Voll;~ com tua sabedoria e tua vocação 11 lua primazia entre os povos, volla para o Corpo místico dt• que te amputaste para te recompores em vão. l'ovo que mataste teus profetas o grande comparsa da Tragédia, imolaste o Mestre dos teus pl'O- l fetas, regressa à raça de Deus de que abdicaste enganado pelos homens [da Lei; o te ensinaremos a nova medida da Poesia e da Sabedoria r da Igualdade para a Grande Comunhão. C) povo estrangeiro no mundo, 11 Eleito da grande poesia que transcende o tempo e o espaço, ucompanha-te porque aumentas a sua insaciedade r o aturdes com o mistério e com as sentenças do início; porque és potencial de que êle é seqüência o desdobramento nas escalas de Deus: rorque fôste, és e serás Testemunho da história de seu único [Mestre; r como o poeta és visado e estrangeiro no mundo. Vl·m que te mostraremos o caminho da Comunidade, l' em troca de tua Sinagoga longínqua h' ofertaremos a tríplice Igreja iluminada t1 I c investiremos com a Túnica Jnconsútil que enjeitaste,
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ODE DA COMUNHAO DOS SANTOS I'.UA AI.CFlJ AMOROSf•
Ir- PRINCIPIO erat Verbum, t!f Verbum cml apud D('JI/11, ct erat V erbum. Eu vejo a tua Igreja desde o princípio, Deus Altíssimo. Amo como cristão e como poeta possuir esta idade e ter presenciado os dias em que Tu pairavas sôbre o verde das águas ainda mornas pelo fogo dos céus. A minha memória sobrenatural de poeta e de cristão recorda dos grandes dias do princípio. quando eu existia no Teu Verbo que já derramava sôbre as águas oriim1~V81S. voz imortal que pronunciaste pela bôca dos Teus · pela bôca de Teus profetas, pela voz do Teu Filho Unigênito Depois, a Tua voz se calou para renascer na minha bôca e grandes silêncios de Tua solidão que é mais sonora que as betas da terra. Eu vejo a Tua Igreja, desde que Tu tiraste um sôpro Teu peito luzente e o sopraste sôbrc minha face de e meu corpo tremeu sob as oscilações da terra c meu elevou meus olhos à substância trina. às hierarquias res, à essência eterna de meu espírito exultante em Ti. Eu me lembro de Tuas mãos modelando o meu corpo; (\ barro de minha estátua se transformando em carne. e pensamento. Eu me lembro de quando tiraste de mim um• companheira, c de nós dois - o filho para reproduzirmos I Tua Trindade e sermos Tua justa semelhança. Teu exterior me seduz quando vejo Eva ou vejo o meu filho ou vejo o mo~ amigo, e o glorifico e Te agradeço porque me sinto enxertado e crescendo em Tua própria substância trina e una . E quando vou ao oceano procurar uma pérola para ornar minha musa ou dou tudo o que tenho ao meu filho e ajudo ao companheiro bom de meu afeto. compreendo por que m1 deste o reinado do mundo c me cumulaste de tantas compla• cências. Quando trabalho junto ao meu filho ou junto à minha companheira ou junto ao meu amigo, me vejo também com4l co-arquiteto de Tua obra imortal, pois senti-me desde @"'c'