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Tiago Bianchini

@ tibianchini

Este é o meu cantinho para deixar poemas jogados, crônicas inacabadas, ideias soltas. Vem conhecer minha escrita, vem...

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Simbionte
Simbionte Brumel

Nascido · Brumel · inquieto

Brumel · Nascido
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Ela saiu na varanda. Dia bonito de Sol. Poucas nuvens. A previsão do tempo já havia alertado.

"Sem brisas", ela percebeu. Ele vinha atrás. Cabelos bagunçados, ainda tentando se realinhar, se recuperar da noite de amor a que haviam sido expostos. Roupa de baixo desalinhada -- um volume de algo balançando livre, que a falta de cuecas evidenciava. Os pelos do peito vibrando levemente com o encontro do ar.
"Sim, há brisas", ela tornou a perceber.
Ele abaixou para pegar o jornal, molhado por uma ou duas gotas, num dia de sol. Abriu enquanto se recostava na parede da varanda.
-- Como está o dólar? -- ela perguntou, ajeitando no coque um fio revolto e loiro. Puxou a barra da blusa para baixo. Ergueu o busto, colocou a coluna ereta. Ajeitou os punhos das mangas. Empinou o bumbum.
"Gostosa", ele pensou. E ele sabia que era. Ela também sabia.
-- Uma merda, como sempre -- respondeu. -- Você fica uma delícia nesse uniforme de aeromoça.
Ele sabia que ela não gostava da ofensa; era um uniforme da aeronáutica. Mas, dessa vez, ela apenas o olhou por cima dos ombros, onde repousavam uma ou outra patente.
Sorriu. E isso o desconcertou.
Em algum lugar, as brisas davam lugar a um princípio de tormenta. Tentou novamente:
-- Eu estou louco pra te levar de volta lá pra dentro, e arrancar esse uniforme inteirinho. Na dentada.
-- Eu sei, e é por isso que eu vou embora antes que você me segure.
Um calafrio lhe passou pelo corpo. Os pelos do peito se arrepiaram, mas, dessa vez, o olhar dela já estava vago no horizonte, procurando alguma coisa que talvez jamais tivesse perdido de fato.
Aquilo era eles. Um casal. Como o dólar. Uma merda.
Ela deu mais um passo em direção à calçada.
Ele abriu a boca para balbuciar alguma coisa -- qualquer coisa, que a fizesse se demorar mais alguns instantes, mas a única coisa que saiu da sua boca foi:
-- E que horas você volta?
Ela lhe sorriu. Olhou-o no fundo da alma.
-- Você sabe que eu não volto.
A imagem do seu vulto, vagando sozinho pela calçada até se perder na esquina, continuou invadindo seus olhos, enquanto mais algumas gotas molhavam o jornal, gotas expelidas do furacão que ganhava corpo naquele dia de sol.
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Eu havia feito um miniconto (tinha limites de palavras, então eu fiquei bem "preso") e pretendia inscrever em um concurso... Mas perdi o prazo.

Me digam: valeu a pena ter perdido o prazo mesmo, né? Isso jamais venceria nenhum concurso.

*** NOITES BRANCAS ***

Gosto de dar livros de presente. Há dois anos, por exemplo, me lembro de ter dado um "Noites Brancas", que tinha há muito tempo, para um namorado de três meses.
Hoje estou sozinha. Mas é dia dos namorados, então decidi dar um presente a mim mesma. Um livro, é claro.
Entro no sebo. Seção russa. E, de repente...
Encontro o livro numa prateleira, espremido entre Tolstoi e Gorki. A lombada é a mesma, o vinco no canto também. Abro na primeira página e quase rio: minha letra ainda está lá, prometendo “pra sempre” como quem rabisca um lembrete qualquer.
"Que este livro te lembre que os sonhadores também merecem ser encontrados."
O dono do sebo não sabe explicar como o exemplar chegou ali. Não importa. Eu nem pechincho: compro o livro de volta e sento na cafeteria ao lado.
Sob a dedicatória antiga, escrevo outra, menor:
“Para quem ficou. Finalmente me encontrei."
Fecho o livro e sorrio. O café esfria. Penso que talvez o amor seja isso: devolver o presente ao remetente certo.
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@tibianchini 🔁:

Um livro espetacular, agora com uma capa nova.

(A capa anterior já era linda, e agora a nova capa deu uma atmosfera ainda mais legal para a história – que continua uma delícia de ler, bem escrito e necessário).

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Naquele dia

E não é que, bem naquele dia,
Eu, que tenho rimas para tudo,
Ao te olhar de perto, fiquei mudo,
Sem saber dizer o que sentia?

És fenômeno da natureza,
Teu olhar doce, e o brilho liso
Dos lábios que envolvem teu sorriso:
Tempestade de graça e beleza.

Eu sei, no entanto: não és pra mim.
Te amar é um deleite, e é um fardo:
Tu és musa cativa de outro bardo,
Distância, solidão, falta. Fim.

Mas poemas contam o não-dito:
Meu coração ainda se ilude
E ainda te leio, amiúde,
Em trovas onde não mais habito.

E não é que, desde aquele dia,
Minha vida tem sido buscar
Fragmentos deste seu olhar
Sorrindo-me em uma poesia?...
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@tibianchini:

URGENTE! EXTRA! EXTRA!

Acabo de publicar um conto curto.
UMA HISTÓRIA QUE NÃO FOI FEITA POR IA

(Calma, esse é o título do conto - mas é verdade; não foi feita mesmo).
E vocês podem adquirir aqui, ó:
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URGENTE! EXTRA! EXTRA!

Acabo de publicar um conto curto.
UMA HISTÓRIA QUE NÃO FOI FEITA POR IA

(Calma, esse é o título do conto - mas é verdade; não foi feita mesmo).
E vocês podem adquirir aqui, ó:
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@tibianchini 🔁:

Aaaah!
Uma delícia de canal! A simpatia da Gisele é contagiante (mesmo quando ela fala dos livros de terror mais escabrosos...)

Assistam! Vale a pena! 😊

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@tibianchini 🔁:

Viram isso?
Você pode trocar alguma coisa bem legal que você tenha por esse livro FANTÁSTICO...
Eu já tenho o meu, mas ainda estou olhando por aqui pra ver se tenho algo REALMENTE legal pra fazer a troca (um livro desses não dá pra ser trocado por qualquer bobagem). Quero mais um exemplar, pra poder presentear...
Quem tiver algo valioso (não no preço, mas na essência)... Chama a Mari.
É só chamar, o escambo chegou ao Threads!

Mudei de ideia! Vou trocar com 5 pessoas. Mas só se eu receber pelo menos 20 propostas de trocas.

Vou enviar o livro pelo correio para a casa das 5 pessoas que me oferecerem as coisas mais legais em troca.
Se flopar eu apago e finjo que a ideia nunca existiu.
"Tá mas meu trabalho custa muito mais do que esse seu livro aí", podem dizer. Então me ofereça um desconto. Tá valendo tudo, proponham.

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