O Cruzeiro do Sul Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 6 de 159
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O Cruzeiro do Sul

Tudo sumiu-se na distância... Agora

Que o tombadilho escuro e sossegado,

Convida o amargo espírito exilado

A relembrar a vida, hora por hora:

Minha alma como a sombra gemedora

Das velhas lendas corre o iluminado

E vasto espaço, apenas animado

Pela vaga do mar alta e sonora;

Do firmamento esplêndido e imponente

Alguém me diz: “Tu voltarás um dia,

Ó coração! à tua pátria ausente!”

E elevo a fronte à abóbada sombria:

Era Deus, cujas vozes simplesmente

O Cruzeiro do Sul me repetia.

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