O Cruzeiro do Sul
Tudo sumiu-se na distância... Agora
Que o tombadilho escuro e sossegado,
Convida o amargo espírito exilado
A relembrar a vida, hora por hora:
Minha alma como a sombra gemedora
Das velhas lendas corre o iluminado
E vasto espaço, apenas animado
Pela vaga do mar alta e sonora;
Do firmamento esplêndido e imponente
Alguém me diz: “Tu voltarás um dia,
Ó coração! à tua pátria ausente!”
E elevo a fronte à abóbada sombria:
Era Deus, cujas vozes simplesmente
O Cruzeiro do Sul me repetia.