Natal
Ei-lo feliz, contente, purpurino,
Limpo de mágoas, nu de desenganos:
Ei-lo no berço, — velho de seis anos,
Sempre a rir, como um Cristo pequenino.
Vê como fala o seu olhar divino,
E a sua boca brilha! Os reis humanos
Não são mais fortes — crê — mais soberanos,
Que este mimoso e tímido menino:
Seu berço nada em lágrimas suaves,
Ao som da voz das rumorosas aves,
Dos turbulentos anjos da família:
E ele, a bater as palmas de alegria,
Nos abençoa: — é seu Natal, seu dia:
Hoje faz anos nosso Amor, Cecília.