Inverno Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 124 de 159
Obra Menu

Inverno

Nas noites enregeladas,

Nas cruas noites de inverno,

Teus olhos, ó Bem eterno,

Luzem mais que as alvoradas.

E tuas frases aladas,

Gostosas como o falerno,

Me inundam dum gozo terno,

Ó amada das amadas!

Que importa que ruja o vento

E ao longe rebrame o mar!

Nesse ditoso momento

Eu vejo no teu olhar

Um segundo firmamento,

Cheio dum novo luar!

1/1
Menu

Fazer anotação