Inverno
Nas noites enregeladas,
Nas cruas noites de inverno,
Teus olhos, ó Bem eterno,
Luzem mais que as alvoradas.
E tuas frases aladas,
Gostosas como o falerno,
Me inundam dum gozo terno,
Ó amada das amadas!
Que importa que ruja o vento
E ao longe rebrame o mar!
Nesse ditoso momento
Eu vejo no teu olhar
Um segundo firmamento,
Cheio dum novo luar!