Meu Pai Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 11 de 159
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Meu Pai

Cai a floresta, majestosa e triste,

Sob as foices do tempo; — os monumentos

Ruem do inverno aos pavorosos ventos:

Chegou a tua vez, meu Pai! caíste.

Mas como o odor que a natureza calma

Deixa no largo bosque desfolhado,

Dentro em meu peito, nu e amargurado,

Deixaste-me, ao partir, toda a tua alma!

Ah! nesta terra mortuária e crua,

Meu Pai! a vida é um fumo: esvai-se e some,

Só a memória como a luz flutua;

Poupe-me a morte que hoje te consome,

Dê-me o Senhor virtude igual à tua,

Que eu talvez seja digno do teu nome.

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