Nostalgia
— Que tens? Cruenta dor, mágoas pungentes
Dobram-te a jovem fronte esperançosa;
Do Amor acaso a garra imperiosa
Turbou-te o sono? O que tens tu? Que sentes?
Vem! Eu possuo em minhas mãos clementes
O talismã da vida deleitosa:
Vem! Junto a mim, ó alma caprichosa,
Verás romper as manhas resplandecentes:
Dou-te a riqueza, a força, a alta vertigem
Que a eterna Glória no regaço encerra,
E apagarei dos males teus a origem.
— “Dai-me a vertigem da elevada serra,
Dai-me as riquezas da floresta virgem,
E — sete palmos só de minha terra”.