Idade Média Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 52 de 159
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Idade Média

No seu terraço a pálida rainha

Aos clarões melancólicos do dia

Que transmontava — olhava os céus e ria

Seguindo o voo azul de uma andorinha.

E o rei lhe disse: — Por que ris sozinha?

Quero saber a causa da alegria

Que te ilumina a palidez sombria:

Em que pensas, ó triste escrava minha?

E sempre a rir como a orvalhada rosa

Quando desponta a aurora luminosa,

Responde ao rei a pálida rainha:

— Penso que um dia nos azuis espaços,

Livre afinal do mundo e dos teus braços,

Minha alma voará como a andorinha.

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