O Jaguar Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 22 de 159
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O Jaguar

Rosna o fulvo jaguar, triste e dormente,

No seio da floresta: — a fera inteira

Dobra à velhice, e a névoa derradeira

Cobre-lhe a fauce lívida e impotente.

O imundo inseto, a mosca impertinente

Zumbe-lhe em torno; — a cobra traiçoeira

Fere-lhe a cauda inerte, e a aventureira

Formiga morde-o calma e indiferente.

Apenas quebra o sono mortuário

Do velho herói o grito, entre as folhagens,

Do cordeiro medroso e solitário;

Ou, através das tropicais aragens,

O tropel afastado, intenso e vário

Dum rebanho de búfalos selvagens.

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