O Jaguar
Rosna o fulvo jaguar, triste e dormente,
No seio da floresta: — a fera inteira
Dobra à velhice, e a névoa derradeira
Cobre-lhe a fauce lívida e impotente.
O imundo inseto, a mosca impertinente
Zumbe-lhe em torno; — a cobra traiçoeira
Fere-lhe a cauda inerte, e a aventureira
Formiga morde-o calma e indiferente.
Apenas quebra o sono mortuário
Do velho herói o grito, entre as folhagens,
Do cordeiro medroso e solitário;
Ou, através das tropicais aragens,
O tropel afastado, intenso e vário
Dum rebanho de búfalos selvagens.