Aos Estados Unidos - I
Mesquinho cidadão da América gigante,
Eu venho hoje depor, ó colossais Estados,
Nos vossos cem lauréis, por Deus entrelaçados,
O meu beijo também, mas — ai de mim! distante!
Ei-vos, constelação tranquila e deslumbrante,
Aclarando de frente os povos congregados:
Saúda a noite ao dia, à aurora os sóis tombados,
E o Mundo que viveu saúda o Mundo infante.
Acabais de nascer: — a vida, em realidade,
Começa para vós, grandes recém-nascidos,
No dia em que fundais de todo a Liberdade.
Salve pois! salve, salve, ó campeões ungidos!
Vós que o rumo traçais à livre Humanidade,
Unidos pela força e para a glória unidos.