Os Escravos
Eu os lamento e amo: — do passado
Nas densas névoas vejo tristemente,
Como num sonho, — a multidão contente
Desses negros fiéis... Ah! desgraçado
De quem não teve outrora o desvelado
Escravo de seus pais, junto ao tremente
Berço em que o nato espírito inocente
Dorme feliz e dorme descansado.
Por isso, agora, ó velhos protetores,
Quando a vossa figura carcomida
Vem contemplar-me, em meio às minhas dores,
Eu me reporto à era estremecida
Dos amuos, das crenças e das flores...
E beijo os elos da passada vida.