Os Escravos Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 39 de 159
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Os Escravos

Eu os lamento e amo: — do passado

Nas densas névoas vejo tristemente,

Como num sonho, — a multidão contente

Desses negros fiéis... Ah! desgraçado

De quem não teve outrora o desvelado

Escravo de seus pais, junto ao tremente

Berço em que o nato espírito inocente

Dorme feliz e dorme descansado.

Por isso, agora, ó velhos protetores,

Quando a vossa figura carcomida

Vem contemplar-me, em meio às minhas dores,

Eu me reporto à era estremecida

Dos amuos, das crenças e das flores...

E beijo os elos da passada vida.

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