As Vozes da Noite Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 68 de 159
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As Vozes da Noite

A noite ia passando, ó Carlos, — luminosa

Como os dias azuis dos trópicos candentes;

Uma orquestra ideal — das nuvens transparentes

Caía sobre o mar — ampla e voluptuosa.

E eu pensava em teu gênio, ó alma fulgurosa,

Ó mestre! E quando ao longe as ondas reluzentes

Se enroscavam cantando e iam quebrar frementes,

Parecia-me ouvir o teu SALVATOR ROSA.

E a Noite ia passando... A lua apaixonada,

Apaixonada como o olhar do GUARANI,

Afastou a sorrir a nuvem estrelada...

E nesse instante ouvi — distintamente ouvi

Ecoar em minha alma, extática e inspirada,

A balada imortal da lânguida Ceci.

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