Porto-Alegre
Como a nau soberana a transitória
Vaga do mar cortando fulgurante,
Tu percorreste o plaino triunfante
De um passado ideal — que é nossa história.
Teu pavilhão ousado, aberto à Glória,
Tremulava nos ares flamejante
Como a bandeira augusta do almirante
Que indica à esquadra as plagas da vitória:
Mas o Destino bárbaro e implacável
A cujo império o grande e o miserável,
Gêmeos filhos da dor, — vão abater-se,
Opôs-te ao rumo a eterna penedia:
E a tua nau, Colombo da Harmonia,
No horizonte da morte foi perder-se.