Porto-Alegre Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 93 de 159
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Porto-Alegre

Como a nau soberana a transitória

Vaga do mar cortando fulgurante,

Tu percorreste o plaino triunfante

De um passado ideal — que é nossa história.

Teu pavilhão ousado, aberto à Glória,

Tremulava nos ares flamejante

Como a bandeira augusta do almirante

Que indica à esquadra as plagas da vitória:

Mas o Destino bárbaro e implacável

A cujo império o grande e o miserável,

Gêmeos filhos da dor, — vão abater-se,

Opôs-te ao rumo a eterna penedia:

E a tua nau, Colombo da Harmonia,

No horizonte da morte foi perder-se.

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