Nera - II
Tranquila como o audaz e feminil tirano,
Ó Esfinge de carne, ó belo monstro humano,
Tu vês rojar-te aos pés o escravo que te implora,
Fria como um rochedo e bela como a Aurora:
O soluço da dor ecoa aos teus ouvidos
Melhor que de harpa eólia os matinais ruídos;
E, ao som da tua voz, indiferente e calma,
Lavra o fogo do amor que me ateaste na alma.