As Mãos de Bela Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 154 de 159
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As Mãos de Bela

Essas divinas mãos feitas de arminho,

Lírios, jasmins, anêmonas e rosas,

Mãos, cujas palmas finas e untuosas,

Mais doces são do que o frouxel dum ninho;

Essas divinas mãos que ao burburinho

Da prece se unem tímidas, piedosas,

Mais palpitantes, débeis e medrosas

Que a asa fugaz do tenro passarinho;

Esses milagres de escultura viva

Que o divino buril na sensitiva

Talhou, — franzinas mãos de anjo e de fada,

Sabem vibrar com gesto soberano

E de chofre embeber no peito humano

Do heroico Amor a sanguinária espada.

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