Boa Viagem Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 132 de 159
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Boa Viagem

Boa viagem, almas forasteiras!

Ides à Índia — à terra prometida

Onde a alma se abisma enlanguescida,

Morta de amor — no olhar das baiadeiras.

Ides dormir nas fúnebres clareiras

Onde ruge a pantera surpreendida;

Onde o clarão da lua entorpecida

Goteja e cai do leque das palmeiras...

E enquanto nós — prudentes criaturas –

Plantamos nesta insípida paragem

O velho tédio e as usuais venturas,

Vós — ardentes de febre e de coragem,

Colheis a rubra flor das aventuras:

Deus vos conduza, amigos! Boa viagem.

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