Noite tropical Lírica: Sonetos e Rimas · Capítulo 13 de 159
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Noite tropical

Desceu a calma noite irradiante

Sobre a floresta e os vales semeados:

Já ninguém ouve os cantos prolongados

Do negro escravo, estúpido e arquejante.

Dorme a fazenda: — apenas hesitante

A voz do cão, em uivos assustados,

Corta o silêncio, e vai nos descampados

Perder-se como um grito agonizante.

Rompe o luar, ensanguentado e informe,

Brotam fantasmas da savana nua...

E, de repente, um berro desconforme

Parte da mata em que o luar flutua,

E a onça, abrindo a rubra fauce enorme,

Geme na sombra, contemplando a lua.

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